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Sobre a GREVE GERAL de 28/04/2017

“Sou funcionário público concursado, não dependo da CLT, não dependo da Previdência Social, essas reformas não me atingem. Essa greve não é um problema meu.”
Ok. Qualquer servidor público poderia pensar desse jeito. Em tese. E só em tese. Porque, na prática, os servidores do Estado do Rio de Janeiro infelizmente já estão vendo que não é bem assim: salários atrasados, direitos desrespeitados, instituições sucateadas e à beira da extinção, insegurança total.
Na prática, as DEformas propostas pelo DESgoverno federal atingem a todos nós. Por isso essa greve é, sim, um problema de todos nós. Um “problema” não: uma CAUSA.
Porque, sem dúvida, o ataque à CLT atingirá a milhões de trabalhadores que, hoje em dia, lutam com cada vez mais dificuldade por uma vida digna. Porque, ainda sem nenhuma dúvida, o ataque à CLT massacrará milhões de desempregados que, hoje em dia, fariam qualquer coisa, se submeteriam às condições de trabalho mais adversas, inclusive as análogas à escravidão, para ter um …
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BANDEIRA BRANCA

Bandeira branca! Queremos paz!

Chega de feminismos! Basta de querer reformar o mundo, igualando aqueles que a natureza fez evidentemente diferentes! Desde sempre existiram apenas dois sexos: o masculino e o feminino. Desde sempre couberam aos machos as duras tarefas da caça e da preservação da espécie por meio da disseminação do sêmen; às fêmeas sempre coube o nobre papel de protetoras das crias e cuidadoras dos lares. Cada um com seu cada qual! Não é o suficiente?!?! Sim, é fato que durante o último carnaval, só no Rio de Janeiro (cenário do “maior espetáculo da Terra”), uma mulher foi agredida a cada quatro minutos. Também parece fato que o atual presidente da “maior potência do planeta” assumiu ter insistido no “sim” quando mulheres lhe tinham dito “não”. Mas são casos isolados. Ou melhor: a violência é um traço do caráter humano; não há nela nada de específico contra as mulheres!

Bandeira branca! Queremos paz!

Chega de ativismo LGBT! Basta de querer reformar o mundo, igualando aquele…

Respeitem o professor!

Sou professor. Quer dizer: estudei e sou pago para ensinar, para declarar publicamente as coisas que aprendi; sou alguém que faz da divulgação daquilo que estudou uma prática, um rito. Ou uma "religião" - na visão dos românticos defensores da tese "magistério é sacerdócio".
É na condição de professor que me vejo aqui, de novo, em pleno exercício do "textão". Porque, sinceramente, dói ver tanta gente repetindo a torto e a direito tanta bobagem sobre "educação", "escola" e, principalmente, sobre "ideologia". Cansei de apanhar quieto.
Não vou ficar plagiando dicionários. Qualquer pessoa com um mínimo de boa vontade e honestidade intelectual procura algum deles antes de abrir a boca para usar uma palavra como se fosse sua íntima. Também não vou bancar o sociólogo - o que não sou, por sorte ou azar. Vou falar nisso da perspectiva que minha formação permite: a de um profissional de educação com boa formação acadêmica na área dos estu…

Mal querer

A boca que vejo não me beija se só bem me quer. Querer bem é bem pouco prum bom beijo  - louco...
(logo logo longo licorino lustro latejante)
Querer bem é bem pouco. Prum bom beijo é preciso um quê de mal querer: de mal querer esperar, mal querer entender, mal querer resistir, mal querer convencer do óbvio:
que não tem mal na gente só querer.

"Fazer amor"... "ou não".

"Fazer amor" só faz realmente sentido em manhãs chuvosas e mais ou menos frias de domingo.        É claro que é possível e (com alguma sorte) muito bom manter relações sexuais, transar em quaisquer outros dias e horários. Não nego, em absoluto, as delícias que noites quentes e convulsas de sextas ou sábados podem reservar, nem o êxtase instantâneo que um corre-corre em horário comercial é capaz de promover - sobretudo se no intervalo do almoço de uma segunda-feira armagedônica, por exemplo. Não nego o potencial desses prazeres, repito. Mas afirmo: momentos assim não se comparam ao "fazer amor". "Fazer amor" só é literalmente possível na moldura de uma manhã chuvosa e temperada de domingo, quando dia e noite se aconchegam em finos lençóis de névoa úmida e fria, e até a luz do sol reluta em se apartar das ventosas felpudas da penumbra, tímida.         Nessas manhãs perfeitas para o amor ser feito, frio e chuva não são intensos. A chuva é só sufic…

"PRIMEIRO MUNDO" é outro papo

Eu, Luciano Nascimento, sou heterossexual. E, embora eu não seja rico, seria cinismo de minha parte dizer que sou pobre. Portanto, da discriminação de gênero e da econômica estou mais ou menos livre. Mais ou menos porque, claro, eu ainda sou um fodido perto da maior parte da galerinha que frequenta Jóquei Clube em dia de Grande Prêmio Brasil de Turfe, por exemplo. Por outro lado, sou preto, baixo, tô ostentando uma barriguinha (que vive querendo deixar de ser diminutiva), uso óculos, não curto esporte nenhum, bebo um pouco e eventualmente fumo charuto. Ah!, importante: ou sulamericano. Por que esse inventário meio aleatório? Porque, exatamente como todo mundo, eu ser ou não ser vítima de preconceito e discriminação é algo que não depende de mim, mas, sim, de quem me olha. É quem me olha que me aponta “defeitos”; defeitos que estão na visão dele ou dela, claro! Repito: não há nada de errado (nem de necessariamente certo) em mim; o problema está no valor que atribuem ao que s…

Agora é José!

A festa acabou: o escravo não veio a mucama não veio o palhaço não veio
o silêncio gritou o crioulo falou a bola furou o circo partiu o pão velho mofou o antigo bolo – a crescer e então ser dividido – solou e tudo parou e tudo ruiu e tudo mudou! Agora é José!
Nem se você gritasse? Nem se você gemesse? Nem se você tocasse a valsa vienense? Não. Agora é José!
José que tem dente José que não mente José que é gente que sente, potente, que é inteligente e afinal entende o papel de mané indigente antes pregado à sua testa: não lhe presta, não lhe rende, só o vende barato. Chega! Agora é José!
José orgulhoso José altivo José só de si cativo cioso e redivivo Moto-contínuo progresso impresso no rosto liso, sereno ou teso de todo e cada ex-qualquer-um que hoje bate no peito e diz:
Agora é José!